
*Foto: Agência Brasil
O Fundo Amazônia quadruplicou sua taxa anual de aprovação de projetos desde a retomada de sua governança em 2023. O valor médio anual aprovado para projetos subiu de aproximadamente R$ 300 milhões entre 2009 e 2018 para R$ 1,3 bilhão no ciclo mais recente, de 2023 a 2026. 
O Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas e o Banco Brasileiro de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que administra o fundo, apresentaram o relatório na quinta-feira (11 de junho).
Segundo o BNDES, o mecanismo recebeu R$ 5,3 bilhões em doações e aprovou 153 projetos, com atividades voltadas para a prevenção, o monitoramento e o combate ao desmatamento, bem como para o apoio à restauração florestal, à regularização ambiental e do uso da terra e à produção sustentável.
“Criado para traduzir as conquistas do Brasil na redução do desmatamento em cooperação internacional concreta, o Fundo Amazônia completa 18 anos como a maior e mais bem-sucedida iniciativa REDD+ do mundo em termos de volume de financiamento e resultados”, afirmou o BNDES em comunicado, referindo-se ao mecanismo desenvolvido no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) para recompensar financeiramente os países em desenvolvimento pela redução das emissões de gases de efeito estufa.
De 2023 a 2025, os desembolsos médios anuais atingiram R$ 224 milhões, em comparação com R$ 206 milhões entre 2010 e 2018.
“Esse crescimento decorre da reativação da governança do Fundo, do restabelecimento da estrutura do BNDES dedicada ao mecanismo e da definição de novas diretrizes para o uso dos recursos, em consonância com as políticas públicas voltadas ao combate ao desmatamento e à promoção do desenvolvimento sustentável na Amazônia”, informou o banco.
O período de 2023 a 2026 representa 57% de todas as aprovações e contratos na história do mecanismo. Segundo o ministério e o BNDES, o número médio de projetos aprovados subiu de dez por ano no período anterior para 15 anualmente entre 2023 e 2025, um aumento de 50%.
Atualmente, o Fundo beneficia mais de 650 organizações, 169 terras indígenas, 192 unidades de conservação e 260.000 pessoas.
*Fonte: Agência Brasil
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