
Foto: Assessoria de Comunicação
O deputado estadual Comandante Dan (Podemos) voltou a falar sobre a urgência de uma nova logística de transportes do Amazonas, em especial do modal rodoviário. Ele repercutiu os resultados da Pesquisa Confederação Nacional de Transportes (CNT) de Rodovias 2025, que coloca o Amazonas na segunda posição nacional no ranking de pontos críticos nas rodovias, com 14,3 pontos críticos a cada 100 quilômetros percorridos.
A Pesquisa CNT de Rodovias avalia toda a malha pavimentada das rodovias federais e os principais trechos estaduais. Em 2025, foram analisados 989 km no Amazonas, que representam 0,9% do total pesquisado no Brasil. Para o parlamentar, a situação relatada pelo estudo é crítica e exige planos emergenciais:
“Venho lutando por uma nova ordem logística para o Amazonas desde o início do meu mandato. As secas históricas de 2023 e 2024 isolaram o estado. Ficamos ameaçados de desabastecimento, porque os rios secaram tanto que comunidades inteiras ficaram inacessíveis. O Amazonas, o maior rio em volume d’água do mundo, teve restrições de calado para a navegação. O estado ficou numa situação crítica e a nossa única via de ligação com o restante do país, a BR-319, é intrafegável, boa parte do tempo. O estudo da CNT mostra, além das péssimas condições de traçado, pavimentação e sinalização das rodovias federais e estaduais, o custo financeiro e ambiental dessa desordem rodoviária no Amazonas. Existe um custo humano enorme para a nossa gente e ninguém está mensurando”, afirmou Dan.
A Pesquisa apontou que as condições de pavimentação das rodovias no Amazonas geram um aumento de custo operacional do transporte da ordem de 57,5%. O custo se reflete na competitividade do Brasil e no preço dos produtos. Na questão ambiental, o estudo estima que em 2025 houve um consumo excessivo de 16,7 milhões de litros de diesel devido à má qualidade do pavimento da malha rodoviária no estado. O desperdício gerou um prejuízo R$ 95,78 milhões aos transportadores e uma emissão de 44,04 mil toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera.
As rodovias estaduais e federais do Amazonas tiveram uma classificação do pavimento de 34,6% como Regular, 30,3% Ruim e 24,9% Péssimo, enquanto 2,0%, está com o pavimento totalmente destruído. Ao todo, 24,0% da extensão rodoviária amazonense está sem faixa central e 35,1% não tem faixas laterais. As pistas simples predominam em 96,5%, faltando acostamento em 76,1% dos trechos avaliados.
A pesquisa, que identificou 145 pontos críticos no território amazonense, atribuiu ao item Sinalização os percentuais de 32,7% de Regular, 14,9% Ruim e 19,4% Péssimo, ao mesmo tempo em que 84,6 % dos trechos com curvas perigosas não têm sinalização.
Quanto à densidade de pontos críticos encontrados a cada 100 quilômetros percorridos, Acre (AC) e Roraima (RR) apresentaram os maiores valores, ambos com 18,3 pontos críticos encontrados a cada trecho. Isso significa que, ao trafegar pelas rodovias desses estados, os usuários encontram, em média, um ponto crítico a cada 5,5 quilômetros. Na segunda posição está o Amazonas (AM) e na terceira o Maranhão (MA), com 14,3 e 10,3 pontos críticos a cada 100 quilômetros, respectivamente.
O deputado Comandante Dan tem defendido em sua atuação parlamentar uma nova logística para o Amazonas, que envolve a infraestrutura rodoviária, hidroviária e aérea, com pleitos aos Ministérios de Portos e Aeroportos, dos Transportes e da Integração e do Desenvolvimento Regional. Ele chegou a representar no Ministério Público Federal contra a qualidade e o ritmo das obras da Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o DNIT.
Veja algumas bandeiras defendidas pelo parlamentar:
BR-319: Defesa contínua da pavimentação e trafegabilidade com segurança da rodovia, essencial para a logística do Amazonas, acompanhando caravanas e reuniões sobre o andamento das obras.
Novas Estradas: Defesa da AM-329 (Eirunepé-Envira-Feijó) e construção de ponte sobre o rio Solimões (Bela Vista/Manacapuru a Barro Alto/Manaquiri).
Portos: Monitoramento de mais de 30 portos em situação de emergência, incluindo o Porto do São Raimundo (Manaus).
Aeroportos do Interior: O parlamentar destacou a necessidade de melhorias na infraestrutura aeroportuária do interior do estado como parte da nova ordem logística.
Entre 2024 e 2025, o Comandante Dan reforçou a necessidade de uma “nova ordem logística” para superar a fragilidade do transporte no estado, especialmente durante a seca, unindo segurança hídrica, logística hídrica e viária.
Síntese dos resultados da Pesquisa CNT de Rodovias 2025 no Amazonas
- Estado Geral: 0,0% da extensão avaliada foram classificadas como Ótimo, 8,1% Bom, 46,3% Regular, 26,7% Ruim e 18,9% Péssimo.
- Pavimento: 7,1% da extensão avaliada foram classificadas como Ótimo, 3,1% Bom, 34,6% Regular, 30,3% Ruim e 24,9% Péssimo. 2,0%, está com o pavimento totalmente destruído.
- Sinalização: 1,0% da extensão avaliada foram classificadas como Ótimo, 32,0% Bom, 32,7% Regular, 14,9% Ruim e 19,4% Péssimo. 24,0% da extensão está sem faixa central e 35,1% não tem faixas laterais.
- Geometria da Via (traçado): 2,0% da extensão avaliada foram classificadas como Ótimo, 12,3% Bom, 14,6% Regular, 45,1% Ruim e 26,0% Péssimo. As pistas simples predominam em 96,5%. Falta acostamento em 76,1% dos trechos avaliados. 84,6 % dos trechos com curvas perigosas não têm sinalização.
- Pontos críticos: a Pesquisa identifica 145 no estado.
- Custo operacional: as condições do pavimento no estado geram um aumento de custo operacional do transporte de 57,5%. Isso se reflete na competitividade do Brasil e no preço dos produtos.
- Investimentos necessários: para recuperar as rodovias no Amazonas, com ações emergenciais (reconstrução e restauração) e manutenção, é necessário R$ 1,03 bilhão.
- Custo dos acidentes: o prejuízo gerado pelos acidentes foi de R$ 47,62 milhões em 2024. No mesmo ano (2024), o governo gastou R$ 14,32 milhões com obras de infraestrutura rodoviária de transporte.
- Meio ambiente: em 2025, estima-se que houve um consumo excessivo de 16,7 milhões de litros de diesel devido à má qualidade do pavimento da malha rodoviária no estado. Esse desperdício gerou um prejuízo R$ 95,78 milhões aos transportadores e uma emissão de 44,04 mil toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera.
- Investimentos: do total de recursos autorizados pelo governo federal para infraestrutura rodoviária especificamente no Amazonas em 2025 (R$ 21,82 milhões), foram investidos R$ 6,07 milhões até novembro (27,8%).
*Fonte: Aleam
|