
Foto: Danilo Mello / Aleam
Os deputados da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) repercutiram, nesta quarta-feira (29/4), no plenário Ruy Araújo, durante Sessão Ordinária, temas relacionados à BR-319 (Manaus/Porto Velho) e à violência contra a mulher.
O deputado Dan Câmara (Republicanos) usou a tribuna para comentar os efeitos de uma liminar da Organização Não Governamental (ONG) Observatório do Clima (OC), que paralisava as licitações da rodovia.
O parlamentar destacou a atuação dos senadores do Amazonas, Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD), que saíram em defesa da rodovia no Congresso Nacional.
“Parece que o Brasil ontem resolveu ouvir o clamor das Casas Legislativas. E daqui da Assembleia Legislativa esse grito fluiu no Congresso Nacional, e os nossos senadores do Amazonas se posicionaram em relação a essa trava que foi estabelecida para que a BR-319 não continuasse com celeridade na realização de todos os seus procedimentos licitatórios”, afirmou.
O parlamentar citou que, ontem, houve uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), por meio da desembargadora Maria do Carmo Cardoso, que derrubou a liminar judicial do Observatório do Clima.
Ele também criticou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, por sua posição contrária à repavimentação da BR-319.
“A ministra Marina Silva, que veio do Acre, está renegando as suas origens. Está hoje em São Paulo como candidata ao Senado. Por que ela não está candidata pelo estado do Acre, defendendo as causas dos amazônidas?”, questionou.
O deputado Wilker Barreto (PSD) também se manifestou sobre o tema e destacou a decisão da presidente do TRF1, desembargadora Maria do Carmo Cardoso, que suspendeu, na noite de terça-feira (28/4), os efeitos da liminar do Observatório do Clima que paralisava as licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para o asfaltamento do chamado “trecho do meio” da BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO).
“Ontem foi colocado muito bem pelos senadores Eduardo Braga e Omar Aziz o que está por trás dos interesses de não se permitir o avanço da BR-319. As falas foram claras ao apontar que essa entidade que entrou na Justiça Federal não demonstra interesse ou preocupação com o país. São organismos internacionais que não têm comprometimento com a Amazônia. É quase R$ 1 bilhão o orçamento desse Observatório do Clima”, criticou.
Em aparte, o deputado João Luiz (Republicanos) também criticou a ONG. “Aqui estão meus colegas que tanto têm trabalhado nessa pauta. Parabenizo a desembargadora Maria do Carmo por ter esse olhar sensível e humanitário, valorizando as pessoas que moram às margens da BR-319. Essa ONG, Observatório do Clima, jamais observou absolutamente nada”, afirmou.
Já o deputado Delegado Péricles (PL) disse que não há nenhum amazonense que não defenda a possibilidade de acesso ao restante do país por via rodoviária.
Violência contra a mulher
A deputada Alessandra Campelo (PSD), presidente da Procuradoria Especial da Mulher da Aleam, voltou à tribuna nesta quarta-feira para denunciar o professor de jiu-jitsu Melquisedeque Galvão, acusado de estuprar uma aluna menor de idade.
“Ontem foi preso o professor de jiu-jitsu e policial civil Melque Galvão. O meio esportivo ficou perplexo, mas nós, mulheres, não ficamos. Porque é corriqueiro, a todo momento, alguém ser preso por estupro, importunação sexual ou agressão contra a mulher. Isso, infelizmente, é rotina. Quero ressaltar meu total repúdio a qualquer tipo de abuso contra menores e mulheres. O que nos revolta é saber que alguém que detém poder como professor, a confiança dos alunos e autoridade como mestre utiliza isso para cometer abuso sexual contra uma menor”, afirmou.
A deputada Débora Menezes (PL), procuradora da Criança e do Adolescente na Aleam, também se manifestou.
“Acompanhamos estarrecidos essa notícia, embora parte dela não nos surpreenda. Sabemos que há pessoas que se utilizam da farda para cometer crimes. Infelizmente, Melque é policial civil, e sabemos que essa conduta não representa a maioria dos nossos policiais”, destacou.
*Fonte: Aleam
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