
Foto: Divulgação
“Estava esperando um grande espetáculo. Mas Aparecida, você foi além! Quanta grandiosidade! Isso é UEA! Isso é Parecaaa!”, disse, emocionado, o reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Prof. Dr. André Zogahib, após cruzar o Sambódromo no desfile do Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Independente de Aparecida, na madrugada deste domingo (2/3).
A agremiação apresentou o samba-enredo “Lux Sapientiae – Orgulho Caboclo” e impactou o público ao abusar nos quesitos criatividade e tecnologia. A Aparecida foi a quinta escola do Grupo Especial a desfilar. Adentrou a passarela do samba 1h40, e o que se viu na sequência, ao longo de 70 minutos de desfile, foi um show de beleza, sincronia e animação. Tudo isso, fruto da genialidade do carnavalesco Saulo Borges e de uma equipe comprometida em mostrar sempre o melhor e garantir o 10 em todos os quesitos.
O reitor da UEA surgiu no primeiro carro alegórico “Lux – Misteriosa Amazônia – Objeto de estudo, hoje universo protegido” representado, ainda jovem, pelo irmão Matheus Santana. A história profissional de André Zogahib começou com a UEA. Ele fez parte da primeira turma do curso de Administração ofertado pela instituição e, hoje, o também advogado é reitor e continua sendo professor da casa.
A gestão superior da UEA, composta pela vice-reitora, Kátia Couceiro, pró-reitores e diretores de órgãos, também caiu no samba e ajudou a Aparecida a contar a história de lutas e conquistas da instituição de ensino superior. A comunidade acadêmica da universidade também fez questão de desfilar, compondo alas da agremiação e marcando presença nas arquibancadas e camarotes do Sambódromo.
“Que lindo ver essa nação ‘verde e branca’ da Aparecida e a comunidade acadêmica da UEA, unidas em um único objetivo: levar à sociedade um resumo do que é a nossa universidade para o Amazonas, para o país e mundo. O quanto ela investe na formação profissional de seu povo e o retorno que dá à população. Aparecida está de parabéns e merece levar mais um título. E a UEA é pé quente e vai ajudar nessa conquista”, disse, orgulhosa, a vice-reitora Kátia Couceiro.
“Já ganhou”
Este ano, a Soberana, como também é conhecida a Aparecida, busca o tetracampeonato. Prestes a completar 45 anos de existência, a escola de samba acumula 25 títulos. E para provar que não está pra brincadeira, deixou uma multidão sem palavras com alas sincronizadas e carros alegóricos grandiosos.
O enredo da Gresmi Aparecida fez a abertura das comemorações do jubileu de prata da UEA, que completará 25 anos de fundação em 2026. E já iniciou o desfile trazendo, no Setor I, o “Berço da vida explode em cores – Floresta para sempre preservada”, seguido da comissão de frente destacando um homem iluminado em alusão ao bioma amazônico. Foi ali ressaltado que é “preciso educar”. E é justamente isso o que faz a universidade com seus projetos, visando sempre a biodiversidade e proteção da Amazônia.
Curupira e Yara
E essa preocupação da UEA com a preservação da natureza e formação de mão de obra qualificada foi vista em todos os 4 carros alegóricos e 25 alas da escola que, este ano, desceu com 3 mil integrantes. O primeiro carro, batizado de “Amazônia, lugar da gente, planeta verde protegido”, ressaltou os projetos Curupira e Yara. O primeiro veio na ala coreografada 1, com curupiras iluminados destacando que é o “saber que enobrece e preserva a floresta”. Já a Yara, protetora das águas, foi mostrada na ala 2, das baianas.
A assistente social Ednelza Gonçalves não tirou o sorriso do rosto um só segundo. Integrante da ala 18 “Gerações de esquecidos no isolamento”, ela é foliã de carteirinha e servidora da UEA há 22 anos. “É uma emoção que não cabe no peito ver a nossa UEA, nossa universidade cabocla, dando seu nome no desfile da Aparecida. Não vai ter pra ninguém”, gritava ela.
O projeto Curupira tem como principal objetivo fornecer suporte no combate ao desmatamento por meio do desenvolvimento de um sistema inteligente de monitoramento. O projeto Yara foi idealizado para monitorar a qualidade da água do rio Amazonas de forma remota, usando dispositivos eletrônicos coletores e transmissores de informações como temperatura da água, oxigênio, turbidez, etc.
O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Henrique Dias e Leandra Gomes, arrancou aplausos do público com sua belíssima performance na avenida, bailando em sintonia e ressaltando o “Despertar do ser”. “Estou me esforçando para controlar a emoção. É muito importante falar de uma instituição tão grandiosa, que tanto bem fez e faz ao povo amazonense”, disse Henrique Dias.
A bateria, sob o comando do mestre Lucas, é sempre um quesito à parte no desfile da Soberana. Os integrantes vieram com fantasia ressaltando o “Gênio do ouro”, destacando a formação dos professores, o universo dos projetos da UEA ligados à tecnologia, chegando à criação e uso de robôs por seus professores e alunos. As alas seguintes, a 6 e a 7, vieram mostrando que os cursos ofertados pela UEA compõem a graduação dos sonhos de qualquer pessoa e, também, que o homem do interior é um dos principais focos da universidade, preocupada com a formação e manutenção do povo caboclo em seu município de origem.
Emoção e choro
Fechando o desfile no quarto carro alegórico, o reitor André Zogahib não escondia a felicidade de ter visto estampado durante 70 minutos a história de um dos amores de sua vida, a universidade que tanto fez por ele e que, agora, ele tem a chance de impulsioná-la cada vez mais e ajudar milhares de jovens em sua formação. Nesse carro, batizado de “Gueto do saber – a universidade da gente, conhecimento made in Amazônia, um futuro ancestral”, também vieram representantes da atual gestão superior.
A Aparecida se despediu da passarela do samba com a Ala 25, sob o tema “Amigos de todos nós – orgulho caboclo – festa de verdes. Servidores da UEA e torcedores da agremiação deram seu show, cantando, sorrindo e chorando de emoção na expectativa de mais um título para o currículo da “verde e branco”.
*Fonte: UEA
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